quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mudanças

Todos sabemos que mudanças são complicadas. Acomodar-se em um lugar e logo fixar moradia é muito simples, fácil e não causa fadiga. Quando essa estabilidade toda é quebrada, ficamos desnorteados, desesperados, desastrados e desiludidos.

A primeira coisa que se passa na cabeça é: e agora?
E agora, o que fazer diante de uma situação inesperada? Fugir, fingir indiferença, ficar, lutar? Mudanças impostas são difíceis de aceitar. Muitas vezes fechamos os olhos e começamos a mentir. Mentir pra si mesmo.

Mudanças por escolha são mais agradáveis de serem feitas, mas não menos difíceis de serem executadas. Peraí, você falou a mesma coisa! Não, a escolha: hoje eu vou mudar! é mais fácil de ser "feita" (ou na maioria das vezes, simplesmente falada) do que a execução por assim dizer. Quando resolvemos mudar, estamos deixando de lado conceitos antes agarrados com convicção, aquela coisa que você defendeu com unhas e dentes. Se desvencilhar dessa coisa demanda tempo, disposição e principalmente força de vontade.

Hoje eu mudei. Sou uma pessoa nova, diferente da fraca de antes. Agir é sempre melhor que ser uma pessoa estática. O orgulho de si mesmo é orgásmatico. Sentir o ego inflar por poder falar "eu agi" é insubstituível. E deixar pra trás as coisas que estavam lhe fazendo mal, lhe transformando numa pessoa parada, sem atitude, é dar dez passos a frente.

Mudar é necessário. Um novo tipo de roupa, um novo corte de cabelo, uma nova gíria, um novo jeito de andar, um novo jeito de ser, um novo piercing, uma nova tatuagem. Adquirir.

Abstrair só o que for necessário. Ignorar conceitos, pessoas, pressões, estagnações, reclamações, discussões. Ser livre.

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