segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ser

Ser desprezada, ignorada, tratada com indiferença. Com uma completa cara-de-pau. Quero te deixar livre. Livre. Que tipo de amor é esse? O que a consome agora? Eu te amo. A decepção cega. Impossível acreditar em qualquer mentira. Até nas verdadeiras.

Gosto de me sentir entorpecida. De não me sentir. Anestesiar meus sentidos, à procura de momentos de vazio. O confortante nada. O quarto, antes todo preenchido, agora é só eco e escuridão. Ouço-me, numa repetição infinita e circular, que teima em me amedrontar. Em assombrar.

2 comentários:

αἰθήρ disse...

faz tempo que você não escreve assim...

Fla disse...

fazia tempo que não me sentia assim...