sábado, 4 de abril de 2009

Janeiro

O Pão de Açucar, o Corcovado, suas nádegas. Deslubrantes, os três - fascínio. Tu és meu Rio de Janeiro. Doce lembrança salgada de mar. Te fiz canção em Vila Isabel. No arpoadoar, fantasia - arrepios. Em Ipanema pensava em casamento. Teus pés descalços, seus braços fortes e um pensamento louco na minha cabeça - ilusão. Na Lapa fui turista - vadia - eras sonho. No quarto do hotel - memória - o espelho refletia suas sombrancelhas gulosas e seu corpo luxúria. Você de pernas abertas, o Cristo de braços abertos - paixão. Meus olhos bem abertos, sua boca quente, nosso suor ofegante. Ali, me fez grande - tristeza. Era o começo do fim. Melhor se fosse o fim do começo. Eras, ao mesmo tempo, o cigarro queimando e a fumaça que escapava aos lábios. Eras o bronze que me saltava a pele e o frio que me esperava lá em casa. Eras manhã de Sol e ontem. Eras castelo de areia e o vento. Eras ressurreição e morte. Hoje tu és recordação, fotografias - saudade. És a proxima estação. És o verão em outro continente. Peço sempre a Nossa Senhora de Copacabana para tê-lo de volta, eternamente -amor. Em silêncio, enquanto rezo, peço também que as estrelas te mandem um beijo. Um só, igualzinho ao sentimento que me despertou naquela cama, único.

Prazer em conhecê-lo.

Um comentário:

αἰθήρ disse...

não sei de onde você tira essas coisas! não sei mesmo...
só sei que babo, às vezes viajo, vou longe.